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Casos Reais 2018-06-18T15:21:04+00:00

“Tentei o suicídio a primeira vez aos 12 anos”

“Nasci num lar destruído pelo álcool, em que o meu pai trabalhava muito pouco e, quando o fazia, gastava o dinheiro todo com a bebidas e, às vezes, roubava a minha mãe para sustentar o vício. Após cinco anos de casamento, a minha mãe, não aguentando mais aquela situação, separou-se. Porém, não passou muito tempo para que, na tentativa de ser feliz, se juntasse com o meu padrasto. O que, aparentemente, para ela era uma solução feliz, para mim foi um verdadeiro inferno.
Aos cinco, seis anos começaram os abusos sexuais por parte do meu padrasto, que aproveitava o facto de a minha mãe fazer turnos. Os ataques aconteciam quando a minha mãe fazia o turno da noite, momentos esses em que me encontrava mais vulnerável.
Os anos foram passando e, só quando tinha doze anos, os abusos foram descobertos por uma tia que contou à minha mãe. A separação foi imediata, mas, depois de alguns meses, a minha mãe aceitou-o de volta. Apesar de ele nunca mais me ter tocado, tinha uns ciúmes doentios dos meus namorados e infernizava a minha mãe que, por sua vez, descarregava em mim. As discussões eram constantes, não havendo paz, nem harmonia em casa. O que qualquer criança normal tinha, eu não tinha porque havia um défice muito grande de atenção e compreensão.
Mediante toda esta situação, cresci com muitos traumas, medos, complexos, insegurança e falta de amor próprio. Para além disso, via vultos, tinha pesadelos e medo do escuro. Quando cresci, desenvolvi fortes dores de cabeça.”

Depois de anos de abusos sexuais por parte do padrasto, Flora pensando que não tinha mais saída e querendo colocar um ponto final no sofrimento, tentou tirar a própria vida

“Aos cinco, seis anos começaram os abusos sexuais por parte do meu padrasto”

Flora Santo

Prostituição e suicídio. “Aos 17 anos, conheci um homem que prometeu ajudar-me e saí de casa apenas com a roupa que tinha no corpo. Todavia, sem saber, caí no mundo da prostituição. Mais tarde, consegui fugir desse homem para, logo a seguir, cair nas mãos de outro. Desenvolvi um desejo ainda maior de morrer que já vinha desde criança. Tentei o suicídio a primeira vez aos 12 anos, após uma discussão com a minha mãe, e da segunda vez aos 20 anos, devido a um desgosto amoroso.
Após alguns anos, consegui sair da vida noturna e comecei a trabalhar. Porém, o fracasso na minha vida sentimental era uma constante, creio que estava ligado à falta de amor próprio, à auto-desvalorização, à baixa autoestima, à culpa e à vergonha que sentia do meu passado. A fim de tentar resolver os meus problemas, consultei bruxos, cartomantes e mães de santo, mas nada resultou.”

Libertação e perdão. “Vivi nesta opressão constante e com vontade de morrer até conhecer o trabalho de libertação realizado na IURD. Fui convidada por uma vizinha e logo no primeiro dia, num domingo de manhã, o pastor falou sobre muitas coisas que faziam sentido e, apesar de ser diferente de tudo o que conhecia até então, permaneci e, aos poucos, fui mudando a minha forma de pensar, de ser e de estar. Atualmente, não tenho vontade de morrer, não tenho complexos, medos ou traumas e não vivo mais atormentada. Perdoei todos aqueles que fizeram parte do meu passado de forma negativa e, consequentemente, obtive a paz tão desejada.”

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