Você está conectado ao que vale a pena?

Durante cerca de um ano, o celular foi o ponto fraco de Francisco Sousa, de 34 anos (foto acima). Ele conta que ficava conectado à internet por várias horas. Mesmo quando estava com a esposa, Francisco não desgrudava do aparelho. “Eu passava muito tempo fazendo ligações e trocando mensagens com mulheres. Usava o celular para me destruir, já não dava atenção para a minha esposa”, lembra. Em pouco tempo, o celular começou a provocar brigas entre o casal. “Eu não levava o casamento a sério”, diz.

Um dia, a situação ficou insustentável. “Ele sempre usou o celular para trabalhar, mas percebi que também estava recebendo outros tipos de mensagens. Um dia, ele veio almoçar em casa e recebeu a mensagem de uma mulher. Eu fiquei muito nervosa, peguei o celular dele e joguei no chão”, conta sua esposa, Camila Sousa, de 29 anos (foto acima). “Nos agredimos verbalmente, era muita desconfiança. Eu decidi que não queria mais ficar com ele, arrumei minhas coisas e decidi ir embora”, afirma.

O casal estava prestes a se separar quando Camila viu um comercial na televisão sobre a Terapia do Amor, reunião da Universal. “Aquela era minha última porta. Fui à Universal e as palavras que ouvi lá vinham ao encontro da minha necessidade. Aos poucos, Deus restaurou nossa confiança e nosso casamento”, explica Camila.

Menos celular, mais amor

Além das palestras da Terapia do Amor, o casal revela que participar do Jejum de Daniel foi fundamental para a mudança na relação com o celular e a internet. “Descobri que podia ficar sem usar redes sociais. Hoje, continuo trabalhando com o celular, meus clientes solicitam a entrega de cestas básicas pelo aparelho, mas isso já não atrapalha meu casamento. Quando chego em casa, minha prioridade é outra”, esclarece Francisco, que faz questão de passar mais tempo com a esposa. “Antes nós achávamos que felicidade era receber comentários em fotos postadas. O Jejum nos aproximou de Deus e trouxe a consciência de que não precisamos estar conectados todo o tempo”, finaliza Camila.

Excesso de tecnologia

O uso excessivo de dispositivos eletrônicos e internet já é uma realidade em todo o mundo. Só no Brasil, o tempo gasto por pessoa na internet ultrapassa nove horas por dia, segundo estudo da agência We Are Social e da plataforma Hootsuite. Desse total, mais de três horas são gastas em redes sociais. As mídias mais usadas pelos brasileiros são YouTube, Facebook e WhatsApp.

E quais são as consequências de passar tantas horas conectado? Uma pesquisa norte-americana revelou que adolescentes de 12 a 17 anos que passam muitas horas usando dispositivos eletrônicos são mais infelizes. Eles também podem apresentar ansiedade, tristeza, falta de sono e até desenvolver depressão. Duas horas é o tempo máximo recomendado para gastar por dia em mídias sociais, segundo Jean Twenge, professora de psicologia e líder do estudo publicado na revista Emotions, da Associação Americana de Psicologia.

Outra pesquisa aponta que as redes sociais viciam mais do que o álcool e o cigarro. Segundo levantamento do Royal Society for Public Health, instituição de saúde pública do Reino Unido, os jovens entre 14 e 24 anos estão mais ansiosos, deprimidos, com a autoestima baixa e sem sono por causa do uso de redes sociais.

Enquanto pesquisas do exterior relacionam o excesso de internet e redes sociais à tristeza, no Brasil o aumento da ansiedade já é um problema sério. Nosso país é o que tem a maior taxa de pessoas com transtornos de ansiedade do mundo e o quinto com mais casos de depressão. No total, 18,6 milhões de brasileiros viviam algum transtorno de ansiedade em 2015, indicam dados divulgados no ano passado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

21 dias para Deus

O excesso de informação e o número de horas gastas com dispositivos eletrônicos podem significar mais distração, afastamento da família e até enfraquecimento da fé. E como evitar esses problemas? Uma das alternativas é participar do Jejum de Daniel, que começa em 6 de agosto. A proposta da Universal é simples: abstenção de informações seculares de todo tipo durante 21 dias para evitar as distrações que afastam as pessoas de Deus. Nesse período, recomenda-se substituir as horas gastas com TV, internet, rádio e redes sociais por atividades que ajudem a fortalecer a fé, como ler a Bíblia e livros cristãos e participar de palestras da Universal.

O Jejum de Daniel tem como base o propósito descrito no capítulo 10 do livro de Daniel, da Bíblia. Por 21 dias, o profeta bíblico fez jejum para buscar sabedoria e entendimento de Deus. “O Jejum de Daniel é uma chance para aqueles cujas vidas têm sido tristes, vazias e sem razão”, explicou o Bispo Edir Macedo no texto Atentos à Voz do Espírito, em seu blog oficial. “Uma única Palavra vinda do Trono do Altíssimo transforma a vida de qualquer um, da mesma forma como transformou a água de um poço no melhor vinho do mundo”, escreveu.

Dependente

Alessandra Leopoldino, de 23 anos (foto a dir.), confessa que já foi “completamente dependente de redes sociais”. Ela afirma que o uso excessivo de Facebook e Instagram começou na adolescência. Aos 17 anos, ela passava várias horas conectada ao celular. “Foi a maneira que encontrei de criar um mundo fictício. Eu só postava o lado perfeito da minha vida, fotos bonitas, para ter curtidas. Eu sentia necessidade de ter atenção das pessoas na internet”, explica. Entretanto ela admite que as horas gastas no celular prejudicavam seu convívio com a família. “Chegava a passar seis horas seguidas no celular. Quando acordava, a primeira coisa que fazia era ver se tinha mensagem nova nas redes”, esclarece.

Ela diz que usava o aparelho até durante o trabalho que tinha em um grande banco, mas o hábito não passou despercebido pela chefia. “Eu deixava de dar atenção aos clientes para mexer no celular, mas um dia a gerente disse que eu não estava apta a trabalhar lá por mau comportamento e me demitiu”, lembra. “Foi um alerta”, acrescenta.

Há quatro anos, Alessandra começou a usar menos o celular depois de fazer seu primeiro Jejum de Daniel. “Percebi que estava surtando sem o celular e vi que aquilo tinha virado um vício.” Ela ainda participou do Jejum outras duas vezes seguidas até se sentir livre da dependência do aparelho. “Eu me aproximei mais de Deus, fortaleci a minha fé e descobri que não precisava expor minha vida nas redes sociais para ter atenção das pessoas”, conta ela, que excluiu sua conta no Facebook e agora usa o WhatsApp com mais equilíbrio. “Antes, eu dormia tarde por causa das redes sociais, meu desempenho não era bom. Hoje, dou mais atenção à minha família e estou mais perto de Deus”, esclarece. Ela também encontrou apoio no Godllywood, grupo que reúne mulheres de diversas faixas etárias. “Com o grupo, aprendi a valorizar a família, a me amar e a cuidar de mim. Isso me ajudou a crescer espiritualmente”, diz.

Menos redes sociais

Caren Valente, de 29 anos (foto a esq.), conta que passava muitas horas usando redes sociais. Seu smartphone também tinha vários jogos e aplicativos para as mais diversas atividades. Ela revela que o uso das redes sociais para atender os clientes de sua loja de acessórios para celular era uma desculpa para se manter conectada. “Eu entrava na página da empresa no Facebook para responder um cliente e depois ia para o meu perfil. Ficava ali vendo fotos, vídeos, depois pulava para o Instagram. Passava horas e horas assim”, lembra. Entretanto o que parecia uma distração começou a incomodá-la. “O mundo das redes sociais é ilusório. Você começa a ver fotos, a se comparar a outras pessoas e isso pode despertar sentimentos ruins. Aquilo estava prejudicando minha vida espiritual”, avalia.

Há três meses, ela decidiu mudar de atitude depois de assistir a um episódio do programa Entre Nós, apresentado por Nubia Siqueira no Godllywood Canal, no YouTube. “Vi que o tempo que eu perdia nas redes sociais poderia ser usado para outras atividades. Fiz uma oração para Deus dizendo que eu não queria mais isso para a minha vida”, diz ela, que apagou todos os jogos que tinha no celular, além de diversos aplicativos. “Agora uso o smartphone com mais consciência e não me sinto escrava da internet. Já consigo ler um livro inteiro, antes não conseguia. Também estou usando o tempo livre para ficar mais perto da minha mãe e da minha irmã”, diz, acrescentando que vai fazer o próximo Jejum de Daniel para fortalecer ainda mais sua vida espiritual.

Espírito Santo

A jovem Marcela Bonizi, de 21 anos (foto a dir.), conta que cresceu na Universal, mas durante muitos anos não via sentido nas palavras que ouvia nas reuniões. “Mesmo estando na igreja, eu sentia um vazio e uma tristeza muito grande quando estava sozinha”, diz. Ela explica que buscava preencher os sentimentos ruins conectada à internet e às redes sociais. “Quando eu soube do Jejum de Daniel, não quis fazer, achava uma loucura abrir mão das informações seculares, ficar sem o celular, sem músicas e sem televisão”, afirma.

Um ano depois, entretanto, ela explica que aceitou participar da proposta. “Minha situação estava pior: o vazio estava maior e eu não via mais motivo para viver. Abri mão das informações, do computador, das redes sociais, de tudo. Mudei a minha rotina. Antes eu ficava na internet, mas passei a me dedicar à leitura da Bíblia. Fiquei na fé do propósito”, diz. À medida que os dias passavam, ela conta que começou a perceber mudanças. “O propósito me ajudou a desapegar e a ver o que estava me fazendo mal. Também me fez ‘desligar’ das músicas seculares e me ‘ligar’ nas com conteúdo da fé. ”

Ao fim de 21 dias, Marcela explica que as palavras que ouviu durante uma reunião na Universal e a oração que ela fez a levaram à transformação que ela buscava. “A alegria preencheu o meu ser, uma felicidade eterna. O Espírito Santo veio até mim. Queria compartilhar com as pessoas o que eu tinha recebido. Quando saí da igreja naquele dia, estava tudo diferente dentro de mim. Os meus pensamentos mudaram, o mundo já não chamava mais minha atenção, o vazio foi preenchido, o medo sumiu”, conclui.

Fotos íntimas roubadas foram para a internet

Nos últimos anos, diversas celebridades foram vítimas de roubo de dados guardados em seus celulares. E o pior: os criminosos fizeram questão de divulgar fotos e vídeos em que suas vítimas aparecem nuas. A cantora Miley Cyrus, o jogador de golfe Tiger Wood e as atrizes Kristen Stewart e Anne Hathaway tiveram imagens íntimas divulgadas na internet em 2017. Em 2014, a atriz Jennifer Lawrence também foi vítima de um grupo de hackers. Um ano depois, em entrevista à revista Vogue, ela falou que sofreu bastante com o vazamento de fotos em que aparece nua. “Foi apenas dor e nenhum ganho”, disse. O roubo de dados é crime e vários hackers que participaram desses ataques já estão presos. Entretanto os casos servem de alerta para os riscos que estamos correndo ao armazenar e compartilhar nossos dados. Por fim, vale a reflexão: será que precisamos mesmo registrar todos os momentos de nossa vida em um dispositivo eletrônico?


Fonte: Universal

2018-08-13T08:48:44+00:00